Ainda que se ame muito a cidade grande, os seus moradores concordam que vez ou outra precisam de um final de semana de escapadinha pro litoral. Ver o mar, sentir a brisa salgada, recarregar a pilha. A vida no litoral é bela, natural, delicada e tudo o mais que serve para revigorar, para dar nova cor a pele. Literalmente.
Junior e Alessandra riscavam os dias no calendário até o tão esperado dia de descer a serra e sentir a areia se chafurdando entre os dedos. Ver o mar. Sentir o mar.
- Junior, tá cheio aqui einh, não tem lugar pra estacionar.
A Praia dos Sonhos aos poucos foi se mostrando ser o pesadelo, crianças correndo atrás de pipas, o cheiro de camarão frito, peixe frito, areia frita, gente frita ia nauseando Alessandra que passou a cambalear por entre os guarda-sol e os banhistas que colocavam sua brancura para assar.
- Alessandra, trouxe o protetor solar?
- Trouxe amor, dentro da sacola verde, aquela do lado da sacola vinho, perto do balde de água que está do lado da esteira, antes dos chinelos, das panelas e da TV portátil.
- Não to achando...
- Ali benhê, perto da minha chapinha e do secador, se você for direto no caminho do carrinho elétrico das crianças você vai encontrar... Cuidado pra não esbarrar no ar condicionado portátil...
- Achei! Passa nas crianças?
- Passo, claro! Cadê as crianças?
Junior e Alessandra aproveitaram o melhor do sol procurando as crianças que, sete horas depois, lembraram ter deixado no hotel.
Depois de cinco horas na estrada com carros quebrados e acidentes Junior e Alessandra estavam felizes com a viagem, com a pele rubra ardendo. Descançados.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
o GRANDE post sobre o final de semana
Agora sim um post decente, sobre alguma coisa notável. O final de semana. Foi cheio de aventuras, cheio mesmo. Cheio de risos, leite gorfado, sangue, machucados, sol escaldante, chuva chata, carro quebrado e, como não pode faltar... Trânsito.
Depois disso tudo, eu tô um lixo hoje.
Então, começa assim, eu ia recolocar aparelho no sábado, consulta as nove da madrugada (no sábado, acordar antes de meio dia é madrugada)... Acordei cedo, me arrumei e tal, me despedi dos meus dentes sem aparelho e fui assistir o b'day enquanto o dentista não vinha me buscar (é, o dentista ia me buscar!). Mas naaada dele chegar... Enfim, liguei no consultório, o material de montagem do aparelho não chegou, aí num deu pra montar, aí eu acordei cedo porque eu sou troxa!
=D
Me restou ir pro teatro, fiquei sem fazer nada por lá, aí fui pra casa.
\o/
Mãe do Lucas: "Lucas, vamo pra praia?"
Lucas: "To indo arrumar minhas coisas!"
A ida pra praia foi ótima, sol ameno, sem trânsito, sem grandes emoções. Nada comparado a última vez, que um motoqueiro quase entrou debaixo do carro.
Chegamos e fomos direto pra praia. Pequeno detalhe: Eu odeio praia. E lá fiquei eu, assando, de tênis e jeans. Me recuso ser menos paulista!

Há que se dizer que o Gui é o bebê mais simpático que eu conheço... Babou horrores no meu colo.

O sábado foi bom, calmo, com clima de praia. Um calor infernal e eu dormindo de fones de ouvido pra escapar dos roncos. Yiruma soa como sonífero pra mim.
No domingo eu quase arranquei metade do meu dedo no perigosíssimo ato de abrir uma caixa de leite. Lucas e faca na mesma frase sempre termina em sangue.
Eu comi muito, devo ter engordado uns dez quilos. Comi muito sorvete, muito merengue, gastei o dinheiro que eu não tinha com coisas que eu não precisava.
Pra isso que serve a praia, acho.
Mas é estranho sair pra viajar e voltar mais cansado do que antes. Meu corpo dói, minha pele tá queimando.
Como Maíra consegue viver assim?
Aprendi q é bom tirar a roupa pra tomar sol. Vê a diferença da coxa pro braço

AH! Andei de carrinho de bate bate!
\o/
A volta pra casa foi estressante. O carro querendo quebrar, e agente querendo chegar. Foi uma briga boa, no final das contas, nos vencemos... Chegamos. Mas o carro soube lutar bem... Chegamos as duas da manhã. E eu tô morrendo de sono hoje. Muita chuva na estrada, muito trânsito, mas deu tudo certo!
É bom sair, é melhor voltar pra casa!
Vou passar o dia todo fingindo que eu tô trabalhando, num tô podendo hoje não. E, além do mais, eu to com dengue!
=D
Ah sim!
Eu sei fazer castelinho de cartas! kkkkkkkkkkk

Por agora é só!
See ya!
Depois disso tudo, eu tô um lixo hoje.
Então, começa assim, eu ia recolocar aparelho no sábado, consulta as nove da madrugada (no sábado, acordar antes de meio dia é madrugada)... Acordei cedo, me arrumei e tal, me despedi dos meus dentes sem aparelho e fui assistir o b'day enquanto o dentista não vinha me buscar (é, o dentista ia me buscar!). Mas naaada dele chegar... Enfim, liguei no consultório, o material de montagem do aparelho não chegou, aí num deu pra montar, aí eu acordei cedo porque eu sou troxa!
=D
Me restou ir pro teatro, fiquei sem fazer nada por lá, aí fui pra casa.
\o/
Mãe do Lucas: "Lucas, vamo pra praia?"
Lucas: "To indo arrumar minhas coisas!"
A ida pra praia foi ótima, sol ameno, sem trânsito, sem grandes emoções. Nada comparado a última vez, que um motoqueiro quase entrou debaixo do carro.
Chegamos e fomos direto pra praia. Pequeno detalhe: Eu odeio praia. E lá fiquei eu, assando, de tênis e jeans. Me recuso ser menos paulista!

Há que se dizer que o Gui é o bebê mais simpático que eu conheço... Babou horrores no meu colo.

O sábado foi bom, calmo, com clima de praia. Um calor infernal e eu dormindo de fones de ouvido pra escapar dos roncos. Yiruma soa como sonífero pra mim.
No domingo eu quase arranquei metade do meu dedo no perigosíssimo ato de abrir uma caixa de leite. Lucas e faca na mesma frase sempre termina em sangue.
Eu comi muito, devo ter engordado uns dez quilos. Comi muito sorvete, muito merengue, gastei o dinheiro que eu não tinha com coisas que eu não precisava.
Pra isso que serve a praia, acho.
Mas é estranho sair pra viajar e voltar mais cansado do que antes. Meu corpo dói, minha pele tá queimando.
Como Maíra consegue viver assim?
Aprendi q é bom tirar a roupa pra tomar sol. Vê a diferença da coxa pro braço

AH! Andei de carrinho de bate bate!
\o/
A volta pra casa foi estressante. O carro querendo quebrar, e agente querendo chegar. Foi uma briga boa, no final das contas, nos vencemos... Chegamos. Mas o carro soube lutar bem... Chegamos as duas da manhã. E eu tô morrendo de sono hoje. Muita chuva na estrada, muito trânsito, mas deu tudo certo!
É bom sair, é melhor voltar pra casa!
Vou passar o dia todo fingindo que eu tô trabalhando, num tô podendo hoje não. E, além do mais, eu to com dengue!
=D
Ah sim!
Eu sei fazer castelinho de cartas! kkkkkkkkkkk

Por agora é só!
See ya!
Dengue feelings
É, acabei de ser picado.
Eu estava aqui, trabalhando (ou não), e ele veio e picou meu dedo, eu vi mais de perto e ele tinha marquinhas brancas pelo corpo.
DENGUE FEELINGS
*medo
Segundo Lukas a dengue não existe, é invenção da Globo.
Tomara que ele esteja certo, hm.
Eu estava aqui, trabalhando (ou não), e ele veio e picou meu dedo, eu vi mais de perto e ele tinha marquinhas brancas pelo corpo.
DENGUE FEELINGS
*medo
Segundo Lukas a dengue não existe, é invenção da Globo.
Tomara que ele esteja certo, hm.
Higienização de aparelho bucal
Ok. Nunca, NUNCA pasteurize seu aparelho móvel.
Eu tenho o meu (ou tinha o meu) a um ano, e ele estava bem sujo, diga-se a verdade. Mas eu, como garoto limpinho que sou decidi limpá-lo. Mas como? COMO?
A HÁ... Decidi fervê-lo, deixei ele horas fervendo na água, quase que cozinhando; e mesmo assim a sujeira não saiu.
Daí veio a idéia. Vou pasteurizar meu aparelho.
Enchi um balde de gelo, e depois de ferver o aparelho por mais alguns minutos, joguei no gelo.
ELE ENCOLHEU!
Não entra mais na minha boca!
D:
Resumindo, um dos meus dentes tá querendo se mexer. Resultado: aparelho fixo (de novo) por mais uns três meses. #FAIL
Essa coisa de pasteurização funciona só com leite, fica a dica!
;D
Eu tenho o meu (ou tinha o meu) a um ano, e ele estava bem sujo, diga-se a verdade. Mas eu, como garoto limpinho que sou decidi limpá-lo. Mas como? COMO?
A HÁ... Decidi fervê-lo, deixei ele horas fervendo na água, quase que cozinhando; e mesmo assim a sujeira não saiu.
Daí veio a idéia. Vou pasteurizar meu aparelho.
Enchi um balde de gelo, e depois de ferver o aparelho por mais alguns minutos, joguei no gelo.
ELE ENCOLHEU!
Não entra mais na minha boca!
D:
Resumindo, um dos meus dentes tá querendo se mexer. Resultado: aparelho fixo (de novo) por mais uns três meses. #FAIL
Essa coisa de pasteurização funciona só com leite, fica a dica!
;D
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Sem título, pra ser diferente...
Acho que o problema todo se baseava na vontade de, de certa forma, querer me parecer com os outros. É, acho que é basicamente isso.
De alguns anos pra cá venho me sentindo muito bem com a pessoa que eu me tornei. Acho que é natural dessa época do ano essa coisa de ficar analisando o passado, programando o futuro. E é isso que eu estou fazendo, só pra não quebrar os costumes.
Andei pensando e cheguei a essa conclusão: eu queria muito ser igual aos outros, aí as coisas meio que davam errado, e quando isso acontecia, eu me sentia mal, abaixo dos outros. Aí vem o problema da auto-estima e tudo mais.
Acho que foi essa a grande mudança que aconteceu na minha vida. Eu encontrei o Lucas perdido em algum canto.
Esse blog, meu caro leitor, tem a finalidade de um desabafo, penso eu. Logo, caso isso não seja de seu interesse... Não faz a menor diferença. Vou continuar escrevendo.
Eu era uma criança inteligente, isso é fato e não vou ficar usando de falsa modéstia, eu era acima da média. Mas, porém, entretanto e contudo, eu era inteligente o suficiente pra ser excluído dos grupos sociais. Eu era inteligente o bastante pra ser excluído. Aí eu queria ser burro, pra estar nas festas, pra participar, pra ser um jovem desses que só dá risada sem se preocupar com o que vai acontecer no outro dia.
Isso nunca aconteceu.
Aí as pessoas ao meu redor começaram a virar adolescentes bonitos... E eu não era assim, eu continuava sendo o inteligente (--')... E isso é bem estranho, não é bom. É estranho.
Resumindo...
De uns anos pra cá eu venho tentando ser eu. E não é que isso dá certo! Acho que eu ando satisfeito com quem eu sou... Acho que eu assumi a luz e as trevas que existe em mim.
Música recomendada pra entender isso: "A Sombra" - Pitty
"Eu quero saber me querer
Com toda beleza
E abominação
Que há em mim"
Eu tô aprendendo. É, tô sim.
See ya!
De alguns anos pra cá venho me sentindo muito bem com a pessoa que eu me tornei. Acho que é natural dessa época do ano essa coisa de ficar analisando o passado, programando o futuro. E é isso que eu estou fazendo, só pra não quebrar os costumes.
Andei pensando e cheguei a essa conclusão: eu queria muito ser igual aos outros, aí as coisas meio que davam errado, e quando isso acontecia, eu me sentia mal, abaixo dos outros. Aí vem o problema da auto-estima e tudo mais.
Acho que foi essa a grande mudança que aconteceu na minha vida. Eu encontrei o Lucas perdido em algum canto.
Esse blog, meu caro leitor, tem a finalidade de um desabafo, penso eu. Logo, caso isso não seja de seu interesse... Não faz a menor diferença. Vou continuar escrevendo.
Eu era uma criança inteligente, isso é fato e não vou ficar usando de falsa modéstia, eu era acima da média. Mas, porém, entretanto e contudo, eu era inteligente o suficiente pra ser excluído dos grupos sociais. Eu era inteligente o bastante pra ser excluído. Aí eu queria ser burro, pra estar nas festas, pra participar, pra ser um jovem desses que só dá risada sem se preocupar com o que vai acontecer no outro dia.
Isso nunca aconteceu.
Aí as pessoas ao meu redor começaram a virar adolescentes bonitos... E eu não era assim, eu continuava sendo o inteligente (--')... E isso é bem estranho, não é bom. É estranho.
Resumindo...
De uns anos pra cá eu venho tentando ser eu. E não é que isso dá certo! Acho que eu ando satisfeito com quem eu sou... Acho que eu assumi a luz e as trevas que existe em mim.
Música recomendada pra entender isso: "A Sombra" - Pitty
"Eu quero saber me querer
Com toda beleza
E abominação
Que há em mim"
Eu tô aprendendo. É, tô sim.
See ya!
domingo, 29 de novembro de 2009
Me faz tão bem
As coisas mudam bastante de um dia pro outro, penso eu. As coisas recomeçam, isso é uma das coisas boas da vida, saber que vai mudar, que vai passar. É bom,pode ser ruim, quando se pensa em despedidas, por exemplo, mas no geral, é bom.
A semana foi meio estranha, meio reflexiva, meio com auto-estima baixa, meio que me sentindo feio e achando que nada fazia o menor sentido... Mas agora eu vejo que nem precisa fazer. Eu pensei bastante, cheguei a algumas conclusões, a outras não, mas pensei. Isso também é bom.
Hoje faz uma semana que eu não como carne, nem tomo refrigerante. AÊ!
Ontem teve festa de aniversário do meu priminho, festa de criança regada a refrigerantes e carne, eu saí ileso.
Maravilha.
Hoje teve apresentação do teatro. Foi incrível. Teve a reação que eu esperava quando eu estava escrevendo os textos. As pessoas riram quando era pra rir, e pensaram quando tinham que pensar. Assim que é bom, quando, mesmo que não perfeito, bom o suficiente pra te fazer feliz. Essa coisa de teatro cansa tanto, mas faz tão bem. Recomendo arte pra todos, não sei viver sem. A arte é meu esporte.
Saí com a alma lavada.
Por falar em lavada, que chuva ein.
Eu tive que parar debaixo de um toldo pra esperar passar. Me veio tanta coisa na cabeça enquanto eu estava esperando a chuva ir embora. Em um minuto a rua estava cheia de água... E ela estava correndo, correndo pra onde tinha que correr, levando tudo que era mais fraca que ela, desviando de tudo que era mais forte que ela.
Pra maioria das pessoas isso não faz sentido algum. Afinal, é só água. Mas eu vejo bastante coisa nisso. Tem muita poesia. Tem muita lição.
É assim que tem que ser, independente de como aconteça, as coisas vão pra onde tem que ir. A água sabe pra onde ela vai, e vai, carregando coisas, fugindo de outras, mas vai.
Tudo toma o rumo que tem que tomar.
O que tiver que ser será. A vida segue seu rumo natural. E eu sei ter paciência.
Foi um bom dia, foi sim.
See ya!
A semana foi meio estranha, meio reflexiva, meio com auto-estima baixa, meio que me sentindo feio e achando que nada fazia o menor sentido... Mas agora eu vejo que nem precisa fazer. Eu pensei bastante, cheguei a algumas conclusões, a outras não, mas pensei. Isso também é bom.
Hoje faz uma semana que eu não como carne, nem tomo refrigerante. AÊ!
Ontem teve festa de aniversário do meu priminho, festa de criança regada a refrigerantes e carne, eu saí ileso.
Maravilha.
Hoje teve apresentação do teatro. Foi incrível. Teve a reação que eu esperava quando eu estava escrevendo os textos. As pessoas riram quando era pra rir, e pensaram quando tinham que pensar. Assim que é bom, quando, mesmo que não perfeito, bom o suficiente pra te fazer feliz. Essa coisa de teatro cansa tanto, mas faz tão bem. Recomendo arte pra todos, não sei viver sem. A arte é meu esporte.
Saí com a alma lavada.
Por falar em lavada, que chuva ein.
Eu tive que parar debaixo de um toldo pra esperar passar. Me veio tanta coisa na cabeça enquanto eu estava esperando a chuva ir embora. Em um minuto a rua estava cheia de água... E ela estava correndo, correndo pra onde tinha que correr, levando tudo que era mais fraca que ela, desviando de tudo que era mais forte que ela.
Pra maioria das pessoas isso não faz sentido algum. Afinal, é só água. Mas eu vejo bastante coisa nisso. Tem muita poesia. Tem muita lição.
É assim que tem que ser, independente de como aconteça, as coisas vão pra onde tem que ir. A água sabe pra onde ela vai, e vai, carregando coisas, fugindo de outras, mas vai.
Tudo toma o rumo que tem que tomar.
O que tiver que ser será. A vida segue seu rumo natural. E eu sei ter paciência.
Foi um bom dia, foi sim.
See ya!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Dias estranhos
Faz algum tempo que eu estou com vontade de escrever aqui. As vezes tanta coisa se acumula dentro da minha cabeça que parece que ela vai explodir.
Andei reparando que se eu não escrevo o que eu sinto, vou começando a ficar chato, a falar menos, a ficar mais introspectivo.
Introspectivo, essa é a palavra.
Introspecção.
Ando assim, meio que sei lá, nesses tempos. Meio que falando menos, e pensando mais. Pensando demais. Muito pro meu gosto.
Acho que é essa coisa de final de ano, esse clima de um ciclo que acaba, outro que começa. Começar de novo, mudar tudo, tentar mudar quem você é, ou o que anda fazendo de errado. Ou, pelo menos, o que anda fazendo de "nem tão certo".
Suicídio é uma coisa que sempre me assustou demais, sempre me senti meio acuado com isso. Acho que, por mais fraco que se possa ser, você sempre pode se defender, sempre pode brigar, mesmo que você saiba que vai perder. O inimigo pode ter o dobro do tamanho, mas o instinto de sobrevivência fala mais alto, e de alguma forma você se defende.
Correr também é uma defesa.
Mas e quando seu inimigo é você. Como se defender de alguém que te conhece tão bem e que vai direto no seu ponto fraco.
O suicídio é uma suculenta maçã vermelha quando tudo o que você mais quer é uma suculenta maçã vermelha.
É quase irresistível.
E quem nunca teve vontade de provar dessa maçã.
Eu já.
Passei uma semana meio estranha, fiquei meio mau. E depois veio uma montanha-russa de emoções, com altos e baixos. Eu sempre me dei bem com isso, já me conheço suficientemente bem pra saber que quando eu estou bem saio pra rir com meus amigos, e quando estou mal desconto tudo no caderno.
Mas e quando você não sabe se foi um alto ou baixo.
Isso confunde demais. Machuca, até.
Não vale a pena mudar quem você é pra conseguir algo que você quer.
Será?
Ando pensando bastante nisso. É impossível mudar sua essência, mas indubitavelmente dá pra se moldar ao espaço e a situação.
Eu vou me moldar.
Sem pressa.
Sei esperar a hora certa.
Librianos que me aguardem.
Fazer o ego crescer.
Ano novo, vida nova...
Andei reparando que se eu não escrevo o que eu sinto, vou começando a ficar chato, a falar menos, a ficar mais introspectivo.
Introspectivo, essa é a palavra.
Introspecção.
Ando assim, meio que sei lá, nesses tempos. Meio que falando menos, e pensando mais. Pensando demais. Muito pro meu gosto.
Acho que é essa coisa de final de ano, esse clima de um ciclo que acaba, outro que começa. Começar de novo, mudar tudo, tentar mudar quem você é, ou o que anda fazendo de errado. Ou, pelo menos, o que anda fazendo de "nem tão certo".
Suicídio é uma coisa que sempre me assustou demais, sempre me senti meio acuado com isso. Acho que, por mais fraco que se possa ser, você sempre pode se defender, sempre pode brigar, mesmo que você saiba que vai perder. O inimigo pode ter o dobro do tamanho, mas o instinto de sobrevivência fala mais alto, e de alguma forma você se defende.
Correr também é uma defesa.
Mas e quando seu inimigo é você. Como se defender de alguém que te conhece tão bem e que vai direto no seu ponto fraco.
O suicídio é uma suculenta maçã vermelha quando tudo o que você mais quer é uma suculenta maçã vermelha.
É quase irresistível.
E quem nunca teve vontade de provar dessa maçã.
Eu já.
Passei uma semana meio estranha, fiquei meio mau. E depois veio uma montanha-russa de emoções, com altos e baixos. Eu sempre me dei bem com isso, já me conheço suficientemente bem pra saber que quando eu estou bem saio pra rir com meus amigos, e quando estou mal desconto tudo no caderno.
Mas e quando você não sabe se foi um alto ou baixo.
Isso confunde demais. Machuca, até.
Não vale a pena mudar quem você é pra conseguir algo que você quer.
Será?
Ando pensando bastante nisso. É impossível mudar sua essência, mas indubitavelmente dá pra se moldar ao espaço e a situação.
Eu vou me moldar.
Sem pressa.
Sei esperar a hora certa.
Librianos que me aguardem.
Fazer o ego crescer.
Ano novo, vida nova...
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