terça-feira, 15 de junho de 2010

Achei você!

Eu estava andando pelo shopping, desolado, de cabeça baixa.
Achei que nunca fosse te encontrar.
Mas aí eu te vi. Fiquei meio tímido, não sabia se ia ao seu encontro ou não.
Precisei de uma ajudinha pra conseguir te pegar...

Mas te peguei, peguei com gosto, e você encaixou perfeitamente no meu corpo...

Comprei um colete social lindo ontem
*-*

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Divagações sobre as dúvidas

O que é a dúvida?
Talvez a pergunta acima seja a ilustração perfeita da dúvida.
Talvez não.
Estou em dúvida sobre isso.

Hoje é seu dia, que dia mais feliz!

Foda-se!

Tenho uma relação muito estranha com aniversários, eu fico feliz, fico contente, sorridente e tal, mas, não sei, é complicado, eu costumo ficar meio down também. É o dia que meu transtorno bipolar chega ao apse. Fico feliz, fico triste.

Eu tô fazendo vinte e um e, de verdade, eu fico feliz com a pessoa que eu sou, com tudo que eu consegui. Apesar de as vezes parecer que eu tenho uns 40 (kkk), eu to feliz. Satisfeito, essa é a palavra!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Amor, amor. Paixão, paixão.

Pois bem, dia dos namorados se aproxima. E minha cabeça, logicamente vai se enchendo de carência. Isso se deve também ao fato de todas as vitrines agora assumirem um tom rosa-vermelho-paixão. Tudo nessa época te empurra pro abismo de se prender a alguém. Imagine quantas pessoas começarão a namorar agora. Maldita mídia.

Bom, também, é fato, minha cabeça enche de dúvidas.
O que se comemora no dia dos namorados?
Amor ou paixão?

Tem um psicólogo (que, pra variar, eu esqueci o nome) que diz que todo relacionamento começa com a paixão e, depois de algum tempo, a paixão morre. Se o casal mesmo assim ficar junto, tudo o que sobra é amor.

Ou seja, essa visão vai de encontro com o que eu acredito: amor é feito de convivência.
Não de rotina, entenda-se, mas de convivência.

Mas o que eu mais me questiono é: o que é melhor, estar apaixonado ou estar amando?
É bastante complicado decidir entre uma coisa e outra. Cada uma tem suas vantagens e desvantagens. E cada um pode ser um trunfo, ou uma mágoa, mas, cada um do seu jeito.

Agora outra dúvida: a existência do amor anula a paixão, ou vice-versa?

Acho que não, mas acredito que uma coisa amenize a outra.
Dois protagonistas de um mesmo texto que não podem ocupar o mesmo palco ao mesmo tempo. Um ofusca o outro.

Essa postagem tem bem essa intenção: confundir!
Minha cabeça está lotada de dúvidas. Que as de vocês fiquem assim também.

Vamos escolher o melhor, se é que há.

Seeyá.
;D

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ponto Ponto Ponto

Quando eu era menor eu achava muito engraçada essa necessidade de gente grande de ver final em tudo. Tudo tendo começo meio e fim, tudo tendo o seu desfecho. Clarice Lispector já falava de fim muito antes de eu pensar nele, ela já falava muito da hora da estrela, da temida morte. Do fim dos fins.

Mas a coisa pode ser (e deve ser) vista por uma lente de aumento. Desejamos, então, o fim de tudo. O fim de todas as coisas. Ainda que desejemos meio assim, meio que não desejamos. Assistimos a novela só para saber como vai ser o capítulo final. O meio não acaba servindo tanto quanto parece.

O complicado é que o fim também pode significar começo. Um novo começo.
Então, pensar em acabar, é pensar, também, em começar de novo.
É como um ciclo infinito.

Mas, peraí... Se é um ciclo, se é infinito; não existe fim.
Fim e começo estão no mesmo ponto.

Nossa! Confuso.

A questão é, a gente passa muito tempo pontuando cada ponto final. Mas esquece que pontos finais juntos resulta em reticência.

E reticência não tem fim.
Literalmente...

terça-feira, 25 de maio de 2010

O meu bauzinho de memórias

Desde criança eu tenho essa mania patológica de guardar coisas. Antes eu achava que era pelos meus probleminhas de memória. Eu esquecia muito as coisas, mas não queria esquecer, aí eu comecei a domar minha mente, e brincar de relacionar as pessoas a coisas, cheiros, cores, objetos.

Não sei sei isso é bom, nem sei sei é ruim.

Eu lembro de Maíra, por exemplo, pelo perfume que eu estava usando no show do Evanescence. Eu nunca mais usei esse perfume, mas, se ainda hoje eu o sinto, eu lembro de cada detalhe do dia. Perfeitamente. Como se fosse agora.

Devo dizer, para ser justo, que muitas dos objetos, cheiros e cores que estão nesse meu baú são coisas boas. A parte ruim é que eu guardo as coisas ruins também. Meu baú, com o passar do tempo, acabou se tornando uma balança, onde eu sempre estou vendo qual o lado está mais pesado.

Hoje eu não sei que lado pesa mais.

Enfim,
Preciso me livrar dessas lembranças ruins.

Seu eu conseguisse...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pra manter ou mudar (a do piano)

Tudo que eu queria dizer
Alguém disse antes de mim
Tudo que eu queria enxergar
Já foi visto por alguém
Nada do que eu sei me diz quem eu sou
Nada do que eu sou de fato sou eu?
Tudo que eu queria fazer
Alguém fez antes de mim
Tudo que eu queria inventar
Foi criado por alguém
Nada do que eu sou me diz o que sei
Nada do que eu sei de fato é meu?
Algo explodiu no infinito
Fez de migalhas
Um céu pontilhado em negrito
Um ponto meu mundo girou
Pra criar num minuto
Todas as coisas que são
Pra manter ou mudar
Sempre que eu tento acabar
Já desisto antes do fim
Sempre que eu tento entender
Nada explica muito bem
Sempre a explicação me diz o que sei:
“Sempre que eu sei, alguém me ensinou”
Agora reinvento
E refaço a roda, fogo, vento
E retomo o dia, sono, beijo
E repenso o que já li
Redescubro um livro, som, silêncio,
Foguete, beija-flor no céu,
Carrossel, da boca um dente
Estrela cadente
Tudo que irá existir
Tem uma porção de mim
Tudo que parece ser eu
É um bocado de alguém
Tudo que eu sei me diz do que sou
Tudo que eu sou também será seu