segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Deus

No sábado, no teatro, estávamos falando sobre o que é Deus. Eis que eu solto a pérola:

"Pra mim, Deus é aquela alça que tem na parte de cima do carro, que a gente agarra quando acha que vai bater"

É essa minha visão... Mas a explicação é muito longa, entenda como quiser.
;D

sábado, 4 de setembro de 2010

Divagações (totalmente pessoais) sobre a popularidade

Sim, já está tarde. Eu estou pronto pra dormir, deitado na cama, na verdade. Mas, naturalmente, minha cabeça está cheia, hora de esvaziá-la.

Eu não condeno quem gosta de ser popular ou busca isso pra si. Alguns freudianos acreditam que isso seja só uma patológica necessidade de auto-afirmação. Ou seja, as pessoas tentam alçar um lugar melhor na sociedade através da popularidade como forma de mostrarem pro mundo que elas tem qualidades e merecem ser vistas. Mas isso é papo de psicanálise, e não dá pra dizer se é extremamente confiável. Vai muito do que você acredita.
Acho que ser popular é, pelo prisma de alguns, legal. E isso justifica muita coisa.

O problema, como de praxe, acontece dentro de mim. Eu que devo ter algum problema com popularidade. Não me sinto bem sendo o centro das atenções, me incomoda, me dá urticária. Eu passei os últimos 21 anos da minha vida tentando ser invisível, e acho que estou me saindo muito bem. Nunca fui muito popular. Na escola, na faculdade, na rua, no emprego. Isso, vale ratificar, não está relacionado de forma alguma com competência, beleza, insegurança e outros assuntos mais. Está somente (e puramente) ligado ao fato de não saber lidar com demasiada atenção.

Caro leitor, caso esteja esperando um parágrafo conclusivo, pare por aqui, este não existirá. É só uma divagação, que não nos levará a lugar algum.

Imagino que deva ser sublime o sentimento de ser amado em grande quantidade. Mas me assusta o fato de quanto mais popular se é, mais raso é o amor. A profundidade emocional desse complexo sentimento chamado amor vem decaindo com o passar dos anos (culpa do Orkut, creio eu), e quando milhões de pessoas te amam é inevitável a sensação de quão frágil e superficial é esse amor.

É a tênue diferença entre ser muito amado por uma pessoa, ou ligeiramente amado por mil. É confuso, sei, mas é como estar se arriscando a não ter nenhum amor, como se tudo fosse passageiro. O amor de um só também é passageiro, há que se dizer, mas pode, ao menos, ser mais intenso.

Logo, se serve de conclusão (para lhe satisfazer), acredito não haver certo ou errado. Acredito que haja o que mais se molda às suas vontades. Eu não sei ser amado por muitas pessoas. Acho que eu nunca vou ser popular... Minha vida está mais para conta-gotas do que para mangueira aberta.

Fim de papo.

Sobremesa boa que eu não sei o nome...

Hoje é dia de culinária! (Ê! \o/)

Pra quem não sabe, eu adoro cozinhar. Segue uma receita que eu não sei o nome, mas é fácil pra cacete de fazer e fodona pra comer! ;D

1 lata de creme de leite (prefiro sem soro)
1 caixa de maria mole de coco
1 lata de leite condensado (por favor, use leite "moça"... Sem economias)
1 lata de leite (mas eu recomendo pôr leite de coco, hm)

Dissolva a maria mole em um pouco de água quente (vai com calma, isso demora!), junte os outros ingredientes e bata no liquidificador enquanto ouve alguma música da Aguilera ou da Kylie. Untar uma forma redonda com manteiga (aha! Vai sujar sua mão!) e leve ao frezzer (foda-se como se escreve) por 3 horas (sim, demora... Morto de fome).

#Dica do Lucas: coloca coco ralado!!! *-*

Depois desenforme e jogue calda de ameixa por cima (eu odeio ameixa, então, ignoro essa etapa)

Depois desse trabalho todo, coma! =D

E mate-se na academia pra queimar as calorias...
É a vida!
;D

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sutilezas

Eu sou fã dessas coisas pequenas, dessas coisas que ninguém vê, ou se importa.

Dia desses eu sentei na calçada pra ver a chuva correr, ver por onde a chuva acaba. Sinceramente acredito que existe muita poesia nessas coisas sutis. Acho que é daí que nascem todas as metáforas, ditados chineses, conselhos de mãe e exemplos grandiosos.
Apreciar o menor é uma arte. Alguns fazem da vida uma grande alegoria, e quanto mais tem ou aparentam ter mais acreditam ser maiores. Enfim, acho que sou meio contra essa teoria. A unidade mínima me atrai muito mais.

Sentir o vento deslocar o cabelo, o efeito que tem sair do sol e entrar na sombra, a temperatura mudando. Ver a variação das cores, as imperfeições escondidas em todos os lugares. Devo ser meio louco.

Não me encaixo muito bem nesse mundo de grandiosidades, grandes cifras, grandes números, grandes celebridades e pouco talento.

Sou mais desse tipo que valoriza o abraço, o braço, um laço, um afago, uma recordação, o momento.

Minimizar-se as vezes pode ser o que te torna grande, penso eu.
Não é que eu não queira te querer
É só que é mais fácil me afastar
Não é questão de me prender
É questão de te soltar

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Divagações sobre a rebeldia

Sempre vi o tempo como uma espiral infinita que ao completar um círculo volta ao ponto anterior, mas numa dimensão/freqüência/intensidade diferente. É como a moda. Certos acessórios nunca saem de moda, ficam um tempo afastado e depois retornam repaginados. Na essência são a mesma coisa, na aparência mudam.

Sem exteriorizar muito, vale ratificar que isso também acontece dentro de nossas mentes. E tudo que pensamos hoje é fruto de algo que alguém já pensou algum dia.

Devo admitir, contudo, que não entendo bem a rebeldia de hoje em dia e me pego divagando sozinho sobre seu real significado. A rebeldia de um homem (leia-se ser humano) está sendo medida pela cor que pinta o cabelo ou pela quantidade de furos que tem no corpo. A liberdade de expressão acaba, tolamente, virando forma de auto afirmação.

Eu cresci ouvindo todo tipo de música, vendo todo o tipo de gente e fazendo todo o tipo de coisa. Hoje me pergunto: onde a rebeldia se esconde?
Posso dizer que sobrevivi a época onde rebelde era quem se espelhava em malhação e brigava com a mamãe e ameaçava não comer a salada no jantar. Sobrevivi a época onde rebelde era quem imitava RBD e saia por aí dizendo fazer milhões de coisas que na verdade nem fazia. Sobrevivi aos emos chorando horrores porque ninguém acreditava que eles eram rebeldes. E hoje...

E hoje?

Acho que hoje em dia a necessidade de auto afirmação é tão grande que se confunde com a rebeldia. Não acredito que auto afirmação, atitude, gosto e rebeldia tenham absolutamente tudo a ver. São coisas monstruosamente distintas. Eu ouço Chico Buarque, acho ele super rebelde.

O significado literal de rebelde é: "aquele que se revolta"

Esse é um post rebelde.
Isso me faz ser rebelde?

Meu cabelo tem cor natural, tenho duas tatuagens discretas e não tenho piercings.

Aos 12 ou 13 anos tive um projeto de lei aprovado no Parlamento Jovem de São Paulo. Me recusei a ir receber o prêmio porque sou anti-política.

Onde fica a rebeldia?

Divagações (pelo menos pra mim) não devem chegar a lugar algum. Elas existem porque existem e somente confundem, não explicam.

Ainda há muito pra se falar, mas continuo em outro post...
Preciso pensar

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tocando o chão cheio de estrelas
Com os pés descalços
Com a mão no teto
Andando meio assim
Meio errado
Meio ereto

Esse é o jeito certo de escrever
Meio assim
Meio "ah não!"
Falando com as paredes
Riscando, rabiscando
Desconexo

Transformando idéia em letra
Papel em sentimento
Meio dobrado
Amassado
Brincando, rondando
Divagando